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`Não lembro quem me deu dinheiro`, diz motorista de W. Dias em depoimento

`Não lembro quem me deu dinheiro`, diz motorista preso com R$ 180 mil; Enquanto esteve detido, ele teve seu celular apreendido após tentar realizar ligações.

Quem nunca sonhou em ser agraciado com uma boa quantia em dinheiro? No mínimo o `sortudo` iria agradecer bastante a pessoa que lhe fez o agrado e jamais o esqueceria. Pois bem, não é assim que pensa o motorista do senador Wellington Dias (PT), que foi apreendido com R$ 180 mil debaixo do banco do veículo.

José Martinho, (O pai de Martinho é irmão do avô do senador Wellington Dias) lotado no gabinete do Senado desde fevereiro de 2011, afirmou em depoimento ao delegado Francisco de Sá, titular do Distrito de Barreiras, na Bahia, que não se lembrava da pessoa que havia lhe dado o dinheiro. O delegado afirmou que o discurso foi um tanto contraditório, pois inicialmente o homem disse que não sabia quem havia lhe dado a quantia, e em seguida afirmou que é dono de uma empresa de bebidas, no Distrito Federal, e que o valor seria usado para a aquisição de uma fazenda e de uma quantia de caprinos, na cidade de São Miguel do Fidalgo.

Foi aí onde a `história não bateu`. Detido, o motorista que seguia no veículo junto com Martinho e outro homem, primo de Wellington Dias, identificado como Leonel Dias de Araújo (seria o irmão de Teresinha Dias, mãe do senador?), afirma que o destino final do valor seria o município de Floriano, região Sul do Piauí, e uma cidade onde o PT tem uma forte influência político partidária.

A polícia ainda investiga a origem do dinheiro, que não foi confirmada por nenhum dos três detidos. Todos preferiram não responder por completo o questionamento do delegado. Detido, o motorista de W. Dias teve seu celular apreendido após tentar realizar ligações para algum companheiro.

Ainda durante seu depoimento Martinho contou que é o proprietário de uma empresa do ramo de bebidas em Brasília. Ele afirma que a empresa atualmente está avaliada no valor de aproximadamente R$ 350 mil.

O delegado Francisco Sá, afirma que o inquérito será repassado à Polícia Federal, que irá cuidar do caso. O valor deverá em até 10 dias ser rastreado pela PF, que irá procurar junto ao Banco Bradesco qual a conta que teria sido movimentada para a retirada dos R$ 180 mil.

    Fonte: Manoel José e Rômulo Rocha/180grua em Barreiras
    Foto: Divulgação
    Edição: Walter F Fontenele
    Postada dia 14/09/2014 às 10:10