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Menino de dois anos levanta torcida do Fla, e pai define: "Foi surreal"

Sem ao menos poder falar, pequeno Juan Reis faz do gesto de rodopiar a camisa
um símbolo da vitória sobre o Sport: "Nós não forçamos nada. Criança é pura"


Carismático e detentor de um sorriso fácil, encantador, Juan Reis, com apenas dois anos de idade, ainda nem mesmo sabe falar direito, mas já carrega no peito uma paixão que nem os mais íntimos conseguem explicar. Morador de Saquarema, Região dos Lagos do Rio, e torcedor fanático do Flamengo, ganhou destaque na vitória do clube no último domingo, sobre o Sport, por 1 a 0, quando, ao ser erguido pelo pai quase como um troféu vivo, rodopiou a camisa rubro-negra contagiando àqueles que acompanhavam o confronto realizado no Maracanã.

Símbolo da euforia das mais de 42 mil pessoas que compareceram ao estádio para incentivar o Flamengo a buscar a vitória - que tirou a equipe da lanterna da competição e foi extremamente importante na luta contra o rebaixamento -, o pequeno torcedor carrega o time na camisa, no peito e, principalmente, no DNA. Como conta a mãe, Viviane Nazareth, de 33 anos.

- Aqui em casa somos todos rubro-negros. Mas desde sempre o Juan teve essa identificação com o Flamengo. Sempre que ele vê o pai com a camisa, ele pede para colocar. Sempre que passa em alguma loja e vê algo do Flamengo, ele quer. Quando está passando jogo do Flamengo na televisão, ele para, assiste e fica gritando os gols do Mengão. É um amor que não dá para explicar.

O discurso de Viviane é mantido pelo pai, Rafael Reis, que teve um Dia dos Pais inesquecível este ano. Apesar de toda a família ser rubro-negra, a ligação de Juan com o Flamengo não é nada forçada. Pelo contrário. Segundo ele, o garoto sempre manifestou carinho pelo clube e se empolga na torcida pelo time simplesmente porque gosta.


- O Flamengo é muita alegria para a nossa família. É difícil descrever o amor que tenho pelo Flamengo. Esse sentimento veio do meu pai e, agora, passou para o meu filho. Mesmo tendo dois anos, sendo uma criança, tudo que ele faz é porque gosta. Nós não forçamos nada. Criança é pura. E esse amor que ele vem demonstrando pelo Flamengo só me deixa mais próximo do clube. Ver ele comemorando a vitória do time no Dia dos Pais e chamando a atenção de todos foi surreal.

Juan Reis pode não entender que o clube atravessa um momento complicado na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro. Mas, levado pelos familiares, de quem herdou todo esse imenso carinho pelo Flamengo, se misturou aos torcedores que compareceram ao estádio e, com toda a sua inocência, ajudou a empurrar o time a buscar os três pontos fazendo muita festa. Fator que gera orgulho para a mãe Viviane Nazareth, que acredita que o verdadeiro rubro-negro não se omite na derrota.


- O torcedor, independentemente da situação do time, vai ao estádio para torcer. Ele paga o ingresso para torcer e apoiar. Se você é flamenguista, mesmo na derrota, mesmo estando na degola, tem que torcer. E o Juan, mesmo sem entender a situação complicada do time, deu um verdadeiro exemplo do que é ser um torcedor de verdade. Fez muita festa e apoio o Mengão. Eu me sinto orgulhosa por isso - disse Viviane Nazareth.

Apesar de gostar de imitar a comemoração de Alecsandro ao balançar as redes, no alto dos seus dois anos e sete meses de idade, Juan Reis nutre um carinho especial por um atleta em especifico. Coincidentemente ou não, o torcedor-mirim carrega o número 2 na camisa rubro-negra e adora gritar o nome de Léo Moura - jogador que lhe presenteou com a braçadeira de capitão na final do Campeonato Carioca 2014.

- Ele adora o Léo Moura. Sempre fica gritando o nome dele. Na camisa do Flamengo, o Juan usa o número 2 para homenagear o jogador. Inclusive, a braçadeira de capitão que ele usa foi um presente do Léo Moura. Na final do Carioca, o Léo Moura passou perto de onde estávamos e presentou o Juan. Foi uma emoção muito grande. Depois disso, o carinho dele pelo jogador só aumentou - declarou a mãe.


Sem palavras para descrever a alegria de ver o filho estampar as capas de jornais por demonstrar amor ao Flamengo, os pais de Juan não escondem que para a felicidade da família ficar completa neste momento só falta um reencontro do filho com o ídolo Léo Moura.
- Estamos vivendo um momento mágico. Ver nosso filho chamando atenção assim é muito bom. Estamos muito satisfeitos. Mas para ficar completo, gostaria de ver o Juan entrando em campo com o time ou sendo convidado para ir no Ninho do Urubu reencontrar o Léo Moura e conhecer os outros jogadores. Seria um sonho realizado - concluiu Viviane.

Fonte: Globoesporte.com
Foto: Gustavo Garcia
Edição: Walter F. Fontenele / Portalph
Postada dia 11/08/2014 às 22:17