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História: A Estação de Floriópolis

HISTÓRICO DA LINHA

A linha da Estrada de Ferro Central do Piauí foi aberta em 1922 ligando o porto de Luiz Correa à estação de Cocal. Até 1937, teve um lento prosseguimento até alcançar Piripiri nesse ano. Aí, somente em 1952 chegou a Campo Maior, com os trens de passageiros somente atingindo essa cidade em 1966, e finalmente chegando a Altos e a Teresina em 1969. Os trens de passageiros serviram à estrada até pelo menos 1979. A estrada jamais foi oficialmente erradicada, mas hoje os trilhos já foram arrancados na maioria do percurso, exceto no trecho entre Altos e Teresina, onde a ferrovia faz parte da ligação Ceará-Maranhão.

A ESTAÇÁO


A estação de Floriópolis foi inaugurada em 1922, com a linha entre Luiz Correia e Cocal. Fica entre Parnaíba e Luiz Correia, antes da ponte metálica que separa os dois municípios. "Apesar de localizada próxima ao conjunto residencial Jardim Vitória, portanto fora dos limites do Centro Histórico de Parnaíba, a Estação Floriópolis merece ser destacada, pois é a representação dos anos áureos do transporte ferroviário no estado do Piauí. Ela integrou a E.F. Central do Piauí e foi construída na primeira década do século XX para servir de ponto de embarque no trecho Parnaíba-Luis Correia. Dezenas de trabalhadores da EFCP abriram caminho para o mar e auxiliaram na construção da ponte sobre o Rio Portinho, que ligava as duas cidades.

Floriópolis foi uma das mais antigas e movimentadas estações da região e apresentava, além do prédio de embarque,uma Casa de Turma. O trabalho era gerenciado pelo chefe da estação ou feitor, cuja residência localizava-se ao lado da estação. O trem saía de Parnaíba, passava por Catanduvas (antigo aeroporto), Estação Floriópolis, Pau d"Arco (próximo ao Country Club) e Bela Mina (ponte metálica na divisa dos dois municípios) para então chegar a Estação Central de Luis Correia. Em 1974, o trecho foi desativado, permanecendo ativa por mais alguns anos apenas a linha Parnaíba-Teresina. Atualmente, a estação é parte de um espólio abandonado e encontra-se em péssimo estado de conservação. Ao longo dos trilhos, é possível encontrar outras pequenas estações, galpões, pontos de embarque, todos igualmente abandonados e deteriorados. Somente a casa do chefe da estação, habitada pela família de um antigo feitor, está parcialmente conservada" (Dossiê de Tombamento de Parnaíba, feito pelo IPHAN, de maio de 2008, enviado por Anna Finger, 31/10/2008). Ainda hoje (2011) está de pé, recentemente restaurada, como um curioso exemplo de arquitetura eclética para uma pequena parada, talvez o único exemplo desse tipo no Brasil.

    Fonte: estacoesferroviarias
    Foto: Walter F. Fontenele
    Edição: Walter F. Fontenele/PortalPhb
    Postada dia 10/03/2014 às 11:52