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Destino Turístico: Parque Nacional de Sete Cidades

O Parque Nacional de Sete Cidades fica localizado entre os Municípios de Piracuruca e Brasileira (oficialmente Piracuruca) a aproximadamente 150 km de Parnaíba e 285 km da capital do Estado do Piauí, Teresina.

O Parque possui uma área total de 6.221,48 ha e foi criado com o objetivo de proteger e preservar ecossistemas naturais e de grande relevância para a história da humanidade, possibilitando a realização de pesquisas cientificas e alavancando o turismo ecológico da região.

O Parque Nacional de Sete Cidades é formado de conjuntos de formações rochosas de arenito que foram esculpidos pela natureza (mar, ventos e calor) há mais ou menos 190 milhões de anos, formando esculturas que, ao longo das décadas, foram sendo batizadas de acordo com a sua semelhança com animais silvestres, máquinas e vultos da história do Brasil.

Essas formações foram divididas em sete cidades, cada qual contendo sua história e seus pontos turísticos:

Na primeira cidade temos a piscina dos milagres, a pedra do canhão, a pedra da Rã, a pedra da Ema, a pedra da Cobra e a pedra da maquina de costura;

A segunda cidade começa com o Arco do Triunfo, um dos pontos turísticos mais fotografados do Parque, e se estende até a biblioteca, onde a natureza esculpiu formações semelhantes a livros empilhados. Outro local que não deve ser esquecido nessa cidade é o mirante, formação rochosa com 82 metros de altura e de onde é possível vislumbrar a beleza de todo o parque. Pé do Gigante, Pedra do Falo, Soldado Velho e Teatro de Arena são outras formações que compõem a segunda cidade;

A cabeça de Dom Pedro I, Mapa do Brasil, a Gruta do Estrangeiro, Três Reis Magos, a Pedra do Beijo, Dedo de Deus e Cara do Diabo são formações encontradas na terceira cidade;

A quarta cidade apresenta uma formação onde é possível ver uma semelhança com o Mapa do Brasil, mas nesse caso especifico sem a divisão dos Estados. A principal atração dessa cidade é a Gruta do Catirina, onde José Catirina, um velho curandeiro, morou com seu filho durante 13 anos, na década de 40. A Pedra do Leão deitado, a Cabeça de Águia e os Dois Lagartos são outras formações que merecem destaque e visitação;

A Pedra das Inscrições, com muitas pinturas rupestres, a Furna do índio, a Pedra do Camelo e a Pedra do Rei são as principais formações da quinta cidade;

A sexta cidade é contemplada com a Pedra da Tartaruga, do Elefante e do Cachorro;

A sétima e última cidade só pode ser visitada com autorização expressa do ICMBIO. Nessa cidade ficam as mais significantes pinturas rupestres do Parque.

O circuito de passeio pelo Parque (acompanhando de guias) possibilita que o visitante se depare com flora típica do cerrado brasileiro, como por exemplo: murici, pequi e pau-terra que são avistadas com facilidades. Os cactos são um show à parte podendo ser encontrados em grande quantidade, tanto no solo como nos topos das formações rochosas.

O Mocó - um tipo de roedor típico de área descampada e pedregosa - é encontrado em grande número nas formações rochosas do Parque. São ariscos, rápidos, poucos sociáveis e se escondem nas aberturas dos paredões rochosos ao primeiro contato com o ser-humano.

As pinturas rupestres, datadas de aproximadamente 10 mil anos, é a prova material da passagem do homem pré-histórico pela caatinga piauiense. Essas pinturas são umas das primeiras manifestações culturais da vida na Terra e mostram, em seu contexto, representações de caça, de dança, sexo e de animais da megafauna. As pinturas rupestres eram feitas com restos de carvão, pigmentos de plantas e com sangue de animais abatidos. Suas reais representações ainda não foram completamente desvendadas pelos pesquisadores, mas através do seu estudo, já é possível uma visão preliminar da vida, dos costumes e das tradições dos nossos antepassados da pré-história.

O acesso as principais formações do Parque Nacional de Sete Cidades só é permitido com a presença de guias especializados e treinados para proporcionar segurança e informações complementares de cada cidade e de cada formação. Os valores variam de acordo com o tempo de percurso do passeio, ficando entre R$ 10,00 e R$ 20,00. Para quem desejar se aventurar, recomenda-se: blusa de mangas compridas, protetor solar, boné, um bom tênis, muita água para hidratação e uma dose cavalar de disposição.

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Fonte: Walter Fontenele
Foto: Walter Fontenele
Edição: Walter F. Fontenele/PortalPhb
Postada dia 16/11/2018 às 12:38