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Enganado pela 2ª vez, presidente fica irado: ``Futebol só dá para gente moleque``

Depois de ver goleiro acertado com 3 times ao mesmo tempo, dirigente do Parnahyba leva novo susto no mercado da bola. Agora, ele perde volante para o Campinense e desabafa: ``Não dá mais``
Por mais uma vez o Parnahyba sofreu uma baixa no elenco, antes mesmo de começar os treinos da pré-temporada. O meia Vitor Recife, anunciado no fim de novembro pelo clube piauiense, se apresentou em outro clube, mesmo tendo assinado pré-contrato com os dirigentes do Azulino. Pela segunda vez, em menos de um mês, o Parnahyba sofreu ``um balão`` no mercado da bola. A primeira vez foi com o goleiro Dida, que também tinha acerto com o Azulino, divulgado nas redes sociais do clube, mas acabou fechando com o Asa. Os fatos levaram o presidente do clube Batista Filho a ficar irado, ao ponto em pensar abandonar o futebol.

O presidente completou que falta confiança no futebol.

- Vou dar a baixa no pré-contrato dele. Foi a mesma situação que aconteceu com aquele s@*#$ do Dida. Cerca de 70% dos jogadores a gente não pode confiar. O Vitor Recife estava se oferecendo para vir ao Parnahyba, aí agora faz uma coisa dessas - afirmou Batista Filho.

O dirigente acredita que a ida do meio-campo tenha acontecido por conta da oferta do Campinense, superior a apresentada pelo time piauiense. Batista diz que não vai entrar em leilão pelo atleta. Sobre um novo reforço para substituir Vitor, o Parnahyba ainda não tem um nome definido.

- Isso é um leilão, o cara fica apalavrado com o clube, acerta com o cara, confia no cara e ele fecha com outro time. É molecagem demais. Vamos procurar outro nome, não tínhamos ninguém além dele em mente, pois isso acabou nos pegando de surpresa, mas nós vamos procurar outro nome, para mim não tem jogador insubstituível. O que me deixou triste foi a situação dele ter tido o comprometimento e ter abandonado na maior tranquilidade. Ele me pediu o dinheiro adiantado, passei para ele. Mas agora é só ele devolver o dinheiro que eu rasgo o pré-contrato - destacou o presidente.

Vitor Recife revelou que a diferença do tempo de vínculo contratual oferecido pelos dois clubes foi determinante para a mudança de planos.

- O tempo de contrato aqui (Campinense) é maior. No Parnahyba, eram quatro meses e aqui são dez meses. Aqui vai disputar o Brasileiro. Tenho família e preciso de uma estabilidade financeira. Tenho muita vontade de jogar no Parnahyba, mas infelizmente não foi dessa vez - declarou o jogador.

Caso Dida

O Parnahyba anunciou o goleiro Dida como principal reforço do setor, mas o jogador havia sido anunciado pelo Serrano-PB no dia 1º de novembro, e, acabou acertando com o ASA segundo dirigentes do clube alagoano no início de dezembro. Batista Filho se irritou com o ocorrido e classificou como ``molecagem`` o episódio. O goleio reagiu com surpresa às declarações e disse que o dirigente piauiense declarou uma ``inverdade`` de forma ``desrespeitosa``.

O fato levou o time a fazer uma blindagem. José Paulo, dirigente do Parnahyba, alertou a membros do setor de marketing do time para tomar cuidado com a divulgação de forma antecipada em redes sociais de atletas, que estavam acertados verbalmente. Desta vez, o problema de Vitor Recife foi o descumprimento de acordo.

Apesar da existência de contratempos, o clube busca se reforçar o quanto antes do início da pré-temporada no dia 20 de dezembro. A estreia no estadual será dia 21 de janeiro, às 16h00, contra o Flamengo-PI, no estádio Pedro Alelaf, em Parnaíba.

Fonte: GloboEsporte.com
Foto: Wenner Tito
Edição: Walter F. Fontenele/PortalPhb
Postada dia 13/12/2017 às 18:28