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Aumento de impostos no Piauí: o que ainda não falaram

Recentemente, a Assembleia Legislativa do Estado do Piauí, após tormentosas sessões, deliberou sobre o Projeto de Lei oriundo do Executivo, ou seja, elaborado pelo governador do Estado.

Infelizmente, o Estado do Piauí opta pela pior escolha possível para o atual momento, mesmo sendo exposto aos quatro cantos as palavras crise x falta de caixa x empréstimos e outros termos que nos remetem a um Estado supostamente falido, por outro lado, não observa-se por parte da Administração pública, nenhuma tentativa razoável de diminuição desses gastos, vejamos, o número de secretarias do Estado, a criação de novas coordenadorias e consequentemente o incremento da folha de servidores, tornando o Estado grande demais.

Às vezes penso que vivemos em uma autocracia, distante da utópica democracia, vejamos, quais as decisões dos políticos que respeitaram a vontade popular? Não lembro de ter havido discussão, até por meio de plebiscito mesmo, sobre temas que impactam a população diretamente, não lembro da população de Teresina ser consultada sobre o sistema Uber e congêneres, mas lembro de uma lei municipal o vetando, mesmo sabendo que a população é a favor do sistema.

Agora vejo mais uma decisão de cima pra baixo, o aumento da alíquota do ICMS, trocando em miúdos, o combustível e a energia elétrica ficarão mais caros, portanto não se assuste se a gasolina ficar no patamar ou acima de R$ 4,00, saiba identificar o culpado por esse abuso.

O engraçado disso tudo, é que observei alguns deputados defendendo o indefensável, alegando que o Projeto seria benéfico, pois estava concedendo o REFIS, ou seja, a possibilidade de parcelamento dos débitos atrasados, porém o deputado se esqueceu que a grande maioria dos piauienses, e gente honesta e cumpridora de suas obrigações, de forma que tendo REFIS ou não, pouco importa, o que importa é lesividade desse aumento nesse momento.

Muito embora seja divulgado crise, não vejo nenhum Poder (Executivo, Legislativo, Judiciário) fazendo as devidas economias, é como se a crise somente tivesse um alvo, o cidadão de bem, que ajuda a eleger o político, porém que não se sente representado.

Um grande exemplo da falta de foco nos problemas que levam o Brasil a situação de instabilidade financeira, está na própria Reforma da Previdência, onde tentam impor mudanças rígidas a parte mais fraca da relação, ou seja, aos beneficiários do Regime Geral da Previdência Social, esquecendo-se do real causador de todo o déficit da previdência do Brasil, que sejam os Regimes Próprios, principalmente dos servidores públicos.

Considerando os últimos acontecimentos, a crise no País é grave, é além de financeira, é moral, tenho saudade da Democracia de verdade, aquela de Ronald Reagan, que elevou os EUA a potência máxima, pois acreditou no potencial de seu povo, aqui falta isso, em vez de termos administradores comprometidos com o potencial de nossa gente, insistem em brincar com nossa inteligência, triste.

Fonte: Oitomeia.com.br
Foto: Édrian Santos
Edição: Walter F. Fontenele/PortalPhb
Postada dia 09/11/2017 às 15:30