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Pau que bate em Chico deveria ter batido em Florentino

No último mês legislativo de Parnaíba, alguns Vereadores de oposição fizeram coro exigindo informações sobre os custos das muitas revitalizações (obras), nesses 10 meses de Governo do prefeito, Francisco de Assis de Moraes Souza. Ricardo Veras (PSD), Vereador de oposição, foi além, questionando a não colocação das placas com as informações pertinentes as obras.

Os nobres Vereadores, bem como à população tem todo direito de reivindicar essas informações, afinal de contas, as muitas obras da gestão Municipal são pagas com dinheiro público. Mas, no entanto, causa-me estranheza essa preocupação recente dos Vereadores. Não lembro - e eu participo de quase todas as sessões do Legislativo Municipal - dessas cobranças quando os nobres edis eram da situação. Por que será?

O Calçadão Cultural da Beira Rio, um dos nossos principais palcos culturais, é um bom exemplo dessa falta de transparência não cobrada pelos nossos Legisladores. Sem informações de quanto realmente custou à obra, o que se viu foram muitas e muitas especulações. Algumas informações veiculadas em blog (não oficiais) falaram que aquela importante obra teria custado aos cofres públicos ao em torno de R$ 500 mil. Meio milhão de reais por 50 metros de calçada, dois bancos circulares de alvenaria, dois bangalôs e dois portais? À primeira vista esse valor parece totalmente absurdo. Porém, o mais absurdo é que fontes ligadas à gestão anterior teriam deixado escapar que, na verdade, a obra do Calçadão Cultural tinha custado ao Municipio à bagatela de R$ 700 mil.

``Pau que bate em Chico bate em Francisco``, diz o ditado popular. Mas, no nosso caso, pau que bate em Chico deveria ter batido em Florentino.

Fonte: Walter Fontenele
Foto: Walter Fontenele
Edição: Walter F. Fontenele/PortalPhb
Postada dia 22/10/2017 às 09:39