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ParnaÁ­ba: Parque de diversÁµes oferece riscos Á  populaÁ§Á£o

Um dos grandes perigos em pequenas e grandes cidades, diz respeito Á  brinquedos sem manutenÁ§Á£o e fiscalizaÁ§Á£o. Essa insuficiÁªncia Á© a combinaÁ§Á£o perigosa que transforma um momento de diversÁ£o em tragÁ©dia.

Atualmente, as prefeituras brasileiras sÁ£o responsÁ¡veis por determinar os prÁ©-requisitos para a autorizaÁ§Á£o de funcionamento de um parque de diversÁµes e tambÁ©m pela fiscalizaÁ§Á£o. A ausÁªncia de uma regra geral dificulta a padronizaÁ§Á£o dos procedimentos.

Cada municÁ­pio Á© responsÁ¡vel por determinar a documentaÁ§Á£o necessÁ¡ria para a instalaÁ§Á£o de um parque de diversÁµes em seu territÁ³rio. Assim como a fiscalizaÁ§Á£o depende do poder pÁºblico municipal.

Desta forma, cada municÁ­pio tem suas especificidades, mas, no geral, sÁ£o exigidos um laudo assinado por engenheiro habilitado no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea) sobre as condiÁ§Áµes de seguranÁ§a de cada um dos equipamentos; outro sobre prevenÁ§Á£o e seguranÁ§a contra incÁªndio; e um alvarÁ¡ do Corpo de Bombeiros.

Em ParnaÁ­ba, precisamente nas proximidades do BalÁ£o da Guarita, um parque de diversÁµes com vÁ¡rios brinquedos, entre eles: roda gigante, Barca Pirata, Polvo, Space Loop, Carrosel e Twist.

Muitos brinquedos, como a Barca Pirata sÁ£o sustentados por cabos de aÁ§os com espessura inadequada para o peso a ser suportado. Outro grave problema Á© que sÁ£o usados pedaÁ§os de madeira e ferro para suporte de grandes estruturas de ferro do brinquedo.

Uma das maiores causas de acidentes em parques de diversÁµes diz respeito Á  fiaÁ§Á£o elÁ©trica, e neste parque, que estÁ¡ instalado no municÁ­pio de ParnaÁ­ba a situaÁ§Á£o nÁ£o Á© diferente, jÁ¡ que em vÁ¡rias partes do local podem ser percebidas fios elÁ©tricos pelo chÁ£o, muitos deles “encapados” com fitas isolantes e vÁ¡rias gambiarras.

Para que um parque de diversÁµes se instale em qualquer local, ele deve apresentar um Projeto TÁ©cnico de InstalaÁ§Á£o e OcupaÁ§Á£o TemporÁ¡ria para o Corpo de Bombeiros, e mediante aprovaÁ§Á£o esse terÁ¡ autorizaÁ§Á£o do municÁ­pio para funcionar.

Outro grave problema Á© com relaÁ§Á£o Á  capacitaÁ§Á£o dos funcionÁ¡rios da empresa responsÁ¡vel pelo parque para o manuseio dos brinquedos. Quando nÁ£o hÁ¡ fiscalizaÁ§Á£o, dificilmente sÁ£o contratadas pessoas com conhecimento tÁ©cnico para o uso das mÁ¡quinas, como tambÁ©m nÁ£o utilizam Equipamento de ProteÁ§Á£o Individual – EPI.

Em 2011, a AssociaÁ§Á£o Brasileira de Normas TÁ©cnicas (ABNT) e a AssociaÁ§Á£o das Empresas de Parques de DiversÁµes (Adibra) lanÁ§aram uma normatizaÁ§Á£o para os parques, definindo requisitos de projetos, instalaÁ§Á£o e manutenÁ§Á£o dos brinquedos. A adesÁ£o, porÁ©m, Á© voluntÁ¡ria, uma vez que as normas sÁ£o de Á³rgÁ£os privados.

    Fonte: Tacyane Machado / Pr
    Foto: Tacyane Machado
    Edição: Walter F. Fontenele/PortalPhb
    Postada dia 05/02/2013 às 17:55