Portalphb - Portal de Notícias de Parnaíba,Piauí,Brasil


Vaquejada é tema de debate caloroso na Câmara Municipal de Parnaíba

Por solicitação do vereador Carlson Pessoa (PPS), a sessão ordinária realizada na noite desta terça-feira (08), trouxe para o parlamento um caloroso debate acerca da prática da vaquejada. Representantes do Sindicato de Apoio a Vaquejada em Parnaíba, que recentemente foram a Brasília prestar apoio aos demais defensores do esporte e que se impõem ao Projeto de Lei que proíbe a prática esportiva no País, explicaram para os vereadores e demais presentes como acontece a vaquejada.

Um dos líderes do sindicato, Helton Fortes, traçou um paralelo entre as vaquejadas antigas e as que são praticadas atualmente. De acordo com ele, o esporte avançou significativamente, garantindo mais segurança aos animais. Ele destacou a atuação de veterinários durante todo o trato com os bois e cavalos, bem como a atenção dos juízes durante o esporte que penalizam qualquer atitude de maus tratos contra os animais. Por sua vez o advogado da entidade, Rômulo Alves, disse que o esporte tornou-se muito profissional e criterioso, sendo que é usada terra tratada na arena a fim de que o animal não se machuque ao cair. Também passou a ser introduzido o uso de uma calda artificial para amenizar o impacto sobre o corpo do boi na hora do vaqueiro puxá-lo.

``A vaquejada mudou muito nos últimos anos. Todos nós que trabalhamos com a vaquejada tomamos todo o cuidado no trato com os animais. Toda a água e a ração é inspecionada e até a areia onde o boi cai, passa por um tratamento especial``, justificou Rômulo.

Diante da explanação, Carlson inquiriu do veterinário Neto Val sobre quais as reais sequelas causadas ao boi no final de cada esporte. Val admitiu que tanto o boi quanto o cavalo podem sofrer lesões, e que seria preciso estudar uma forma de diminuir as agressões contra os bichos.

Defensora da causa animal, a vereadora Fátima Carmino se posicionou contrária a vaquejada e enfatizou o interesse econômico que se gera com a prática esportiva, em detrimento do bem-estar dos animais. ``O animal tem vida, tem sentimentos e sente dor. As pessoas se acostumaram a ver tudo como cultura, mas podemos mudar nossas concepções. Os defensores da vaquejada alegam a geração de emprego por meio dessa atividade, mas as pessoas podem ter outra fonte de renda, que não venha por meio de algo que cause sofrimento aos animais``, ponderou.

Ao final da sessão, foi votado uma Moção de Apoio a Vaquejada no Brasil.

Fonte: Luzia de Paula
Foto: Divulgação
Edição: Walter F. Fontenele/PortalPhb
Postada dia 09/11/2016 às 19:22