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A fonte secou, e agora?

A campanha eleitoral de outubro de 2016 será, com certeza, uma campanha atípica. As mudanças da minirreforma e a escassez de dinheiro privado, graças à proibição de doações de empresas, decorrentes da Operação Lava-Jato, obrigarão os partidos e os candidatos a realizarem cortes drásticos nos custos de suas campanhas.

Nas últimas eleições, 80% dos recursos utilizados nas campanhas foram advindos de financiamento privado de campanha. Sem mais condições legais para pedir doações a empresas e com a diminuição do tempo de campanha, que baixou de 90 para 45 dias, partidos e candidatos já estão apreensivos com o andamento das campanhas. Em vez de usar e abusar do Poder Econômico, os partidos e os candidatos a Prefeito e Vereador terão que usar de muita originalidade e criatividade para atrair eleitores.

Na eleição de 2016, segundo fontes do TSE, os partidos irão receber aproximadamente R$ 819 milhões proveniente de recursos públicos, valor considerado baixo se levarmos em conta que cada partido terá que ratear sua participação nos vários estados. Além do fundo de campanha, as duas outras únicas alternativas legais são: doações de eleitores - o que não deve acontecer em grande volume - e o autofinanciamento, que irá beneficiar os candidatos à reeleição que fizeram uma boa poupança com os salários, as verbas de gabinetes e os mensalinhos da vida.

Não foi ainda uma mudança brusca, mas essas novas reformas trouxeram uma luz no fim do túnel para muitos candidatos que sempre foram arrebatados de um cargo público eletivo por falta de recursos e da concorrência desleal dos mais abastados.

Fonte: Walter Fontenele
Foto: Divulgação
Edição: Walter F. Fontenele/PortalPhb
Postada dia 12/06/2016 às 15:32