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Os ensinamentos de Kant e a atual realidade política brasileira

Nessa época marcada pelos burburinhos políticos, onde a ética e a moral da classe política brasileira nunca esteve tão em baixa, vêm a minha mente alguns questionamentos retirados dos estudos da filosofia Kantiana, de Emmanuel Kant.

Será que aqueles que hoje criticam os políticos brasileiros fariam diferente se exercessem os mesmo cargos deles? Será de alguma forma possível, imaginarmos que o próximo Presidente eleito, em 2018, se livrando do empirismo, fosse capaz de ter comportamentos que passaria pelo crivo cruel do rigor Kantiano? E nós, pobres mortais, teríamos um comportamento próximo dos ensinados por Emmanuel Kant em sua obra: ``Critica da razão Prática``?

Todos esses questionamentos podem parecer fácil de compreender e responder, mas não os são. Nem o grande filosofo, Emmanuel Kant, autor da obra poderia apontar uma resposta que se aproximasse da verdade absoluta, até mesmo porque a verdade absoluta não existe. As respostas a esses questionamentos, aparentemente, simples são subjetivas ao extremo. É verdade que existem políticos honestos, ético e de moral ilibada. Não é admissível criar um juízo de valor e colocar todos numa vala comum. Isso seria um erro crasso.

Os graves crimes investigados e fartamente expostos pela mídia demonstram uma total falta de compromisso com os interesses coletivos. Nossos representantes, nas várias esferas da administração pública, parecem que se preocupam apenas e, unicamente, em manter o Poder e enriquecer de forma ilícita. Não é audácia e muito menos fora de contexto classifica-los de bandidos, ladrões e corruptos. Ir contra esses adjetivos é mostrar o quão alienados estamos da realidade mundial, onde políticos corruptos pagam pelos seus crimes, em muitos casos, com a pena capital. Os que sobrevivem são desmoralizados e nunca mais conseguem voltar ao serviço público eletivo. Será um devaneio acreditar que esse tempo vai chegar ao Brasil? Não creio que seja.

Portanto, essas mazelas da política brasileira vêm nos mostrar que vivemos num enorme festival de escárnios que se repetem, com as mesmas características, de tempos em tempos. Mesmo sendo frequente, à população parece sempre esquecer de um escândalo, quando outro novo escândalo aparece.

Essa triste realidade que desencanta e desestimula o povo brasileiro por si só já deveria ser suficientemente forte para impor mudanças de comportamentos e de conscientização para que seja possível remediar essa grave crise moral em que vivemos. Mas, não é.

É preciso que aprendamos com os nossos erros. Segundo Emmanuel Kant, agir moralmente não é agir por causa de boas inclinações, dado que estas inclinações são sempre subjetivas e podem variar de um indivíduo para outro, mas sim agir segundo as regras e as Leis, mesmo não estando inclinado para isto. É agir segundo o imperativo de ordem objetivo e que tem valor para o bem da coletividade.

Eu, com certeza, não terei o prazer de ver esse dia chegar, nesse minha curta passagem pela Terra, mas torço para que na próxima, a sociedade brasileira tenha conseguido evoluir, moralmente, falando e que tenha superado todos esses obstáculos.

Fonte: Walter Fontenele
Foto: Divulgação
Edição: Walter F. Fontenele/PortalPhb
Postada dia 25/05/2016 às 00:02