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Como os eleitores escolhem os seus candidatos em eleições?

Uma duvida cruel intriga os cientistas políticos e candidatos a cargos públicos. Como os eleitores escolhem os seus candidatos em eleições? Os profissionais de Marketing concordam que os eleitores seque um conjunto de evidências e regras motivacionais para escolher o seu candidato. Alguns votam ideologicamente. Outros votam por afinidades pessoais com um determinado candidato e, outros, infelizmente ainda votam por contrapartida financeira, ou seja, vendem o seu voto.

O fenômeno da compra de votos é um assunto recorrente na política brasileira. Isso vem desde os tempos dos velhos coronéis e persistem até hoje. A compra de votos é crime eleitoral, mas mesmo assim, pesquisas recentes revelam que é um crime que aumenta a cada nova eleição.

Há muitos anos, mas precisamente, em 1996, a CNBB encabeçou um movimento para criminalizar essa prática. Na época o slogan da Campanha: ``Fraternidade e Política``, o uso do voto consciente como ferramenta para influenciar os rumos da política, influenciou a sociedade a pedir por mudanças, mudanças essas que foram sendo elaboradas com o passar dos anos e, finalmente, em 1999, o Congresso aprovou a Lei 9.840/99 que vigora até os dias atuais.

Mesmo com uma Lei para regulamentar, o que vemos hoje é que nada, ou quase nada mudou de verdade. As pesquisas mostram que, eleição após eleição, os índices de candidatos eleitos pela força do poder econômico vem crescendo em ritmo acelerado.

O eleitor sabe de cor e salteado e de forma empírica o que acontece com mais de 90% dos candidatos eleitos. Esse é um trauma que já vive impregnado no coletivo do povo brasileiro. Ouvir pessoas criando juízo de valor com slogans clichês, tipo: ``Todo político é ladrão, mas nem todo ladrão é político``, só mostra a falta de seriedade de boa parte dos eleitores na hora de confirmar o seu voto. Se, ainda por cima, esses eleitores vendem seus votos, as consequências são ainda mais danosas à sociedade, como um todo. Quem vende o voto perde todo direito de reclamar da falta de representatividade do candidato e merece ser enganado, esse é outro dito popular.

Fonte: Walter F. Fontenele / Portalphb
Foto: Divulgação
Edição: Walter F. Fontenele/PortalPhb
Postada dia 01/04/2016 às 22:38