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Voto de protesto nunca elegeu bom político

Já data de alguns anos o uso das cédulas eleitorais de papel. Naquela época muitos micos ficaram famosos e viraram chacotas e anedotas que ainda hoje muitos se lembram. Os mais novos, com certeza, não devem se lembrar do rinoceronte Cacareco e do macaco Tião, respectivamente candidato a vereador por São Paulo e terceiro colocado para a Câmara dos Vereadores da cidade do Rio de Janeiro.

Esses dois casos bisonhos ficaram conhecido no imaginário popular como: voto de protesto. Segundo, wikipedia, voto de protesto é: ``usado para designar situações, onde, durante uma disputa eleitoral, o eleitor decide anular o voto ou votar em candidatos considerados excêntricos ou de algum modo folclóricos, como forma de manifestar sua indignação com o sistema eleitoral vigente, ou com as opções de candidatos apresentadas pelos grandes partidos``.

O voto de protesto não é restrito a beneficiar candidatos não humanos, como vimos no inicio desse texto, até mesmo porque com o nosso sistema de urnas eletrônicas, essa prática foi abolida. Hoje o eleitor só poderá votar em candidato devidamente filiados a um partido político. Mas, mesmo com algumas restrições legais, o número de casos de eleitores que praticam o tal, voto de protesto no Brasil. cresce a cada nova eleição. Quem não conhece o palhaço Tiririca, que ficou famoso com o slogan: ``Pior do que tá não fica`` Pois é, o caso do nosso querido, Tiririca, pode ser enquadrado como um típico voto de protesto. Quero deixar claro que não estou fazendo nenhum tipo de estigmatização com as pessoas humildes que se candidatam e são eleitos, exemplifiquei o Tiririca pelo simples motivo dele ser semianalfabeto e ter sido obrigado a dar uma prova de que sabia ler e escrever ao TSE.

Caso similar de candidatos semianalfabetos não é privilegio do eleitorado paulista, muito pelo contrário, acontece em muitas cidades do Brasil, inclusive em Parnaíba.

Parnaíba possui uma lista de candidatos que foram eleitos e que estão enquadrados como voto de protesto e, que deram provas mais do que suficiente, que, às pessoas que votaram dessa forma, perderam seu tempo e uma grande oportunidade de colocar pessoas com capacidade administrativa e legislativa em um cargo de tanta importância.

O caso mais recente e mais notório `` no mal sentido `` é o do vereador, Marcos Meneses, vulgarmente conhecido como Foguinho. Foguinho, assim como o palhaço Tiririca, foi eleito com um slogan bem contundente: ``vamos desmanchar esse ninho``. Porém, toda à população de Parnaíba sabe que, tanto o slogan como a credibilidade do vereador Foguinho já foram por água abaixo há muito tempo.

No caso do nobre edil de Parnaíba, Foguinho, a emenda saiu pior do que o soneto. Pelo slogan de campanha muitos eleitores acreditaram que o candidato, depois de eleito, iria realmente arregaçar as mangas e lutar por eles, contra os grandes e opressores. Na verdade a participação do vereador em prol de seu eleitorado nesses meses de mandato foi pífia, quase inexistente. Mas, se fosse apenas isso, a falta de trabalho pelas pessoas que ele representa na Câmara Municipal de Parnaíba, poderia passar batido, pois são poucos os que ali trabalham que tem compromisso de verdade com os mais necessitados.

O Fujão Valentão


Na última sexta-feira (13), O funcionário de uma revendedora de gás, Junior Baltazar Pereira da Silva, registrou um B.O. no 2º DP de Parnaíba, dando conta que teria sido agredido fisicamente pelo vereador Foguinho e pelo seu filho durante uma partida de futebol, em um campo particular localizado no São Vicente de Paula. Brigas em partida de futebol é coisa corriqueira e quase sempre tudo fica dentro das quatros linhas. O agravante para o vereador é que não é a primeira vez que ele usa de violência física em uma partida de futebol, portanto, seria reincidente, além, e mais grave do que a reincidência, é que essa partida de futebol aconteceu no horário que o vereador deveria estar na Câmara Municipal de Parnaíba, seu local de trabalho, ``trabalhando`` em prol dos que o elegeram.

É sabido por todos os brasileiros que, o dinheiro público, dinheiro que o governo recolhe através dos muitos tributos, é utilizado em muitas práticas delituosas de desvio, surrupio, roubos, dentre outras coisas, mas ser usado para pagar um vereador para jogar futebol, eu nunca tinha visto.

2016 estar batendo a nossa porta. Seria muito de bom tom que os eleitores de Parnaíba começassem a prestar mais atenção às atitudes dos seus vereadores, afinal de contas, eles são eleitos para representar à população e não para jogar bola e, muito menos, sair agredindo fisicamente pessoas só porque ouviu algo que o incomodou.

Corporativismo

Uma atitude como essa não pode e não deve passar desapercebida pelo Conselho de Ética da Câmara Municipal de Parnaíba. À população exige que esse conselho aplique as sanções cabíveis, sem corporativismo, ao vereador faltoso.

    Fonte: Walter Fontenele / Portalphb
    Foto: Divulgação
    Edição: Walter F. Fontenele/PortalPhb
    Postada dia 15/11/2015 às 18:43