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Professor Iweltman, atÁ© mais!

Quanta mistura de medo, inseguranÁ§a, de pedido de socorro, chega-me a cada instante que olho para esta foto! Á‰ como se o amigo olhasse no olho de cada um de nÁ³s e nos pedisse: "Ajudem-me, eu nÁ£o quero morrer"! E a gente aqui, impotente, nÁ£o podendo fazer nada... E nÁ£o fizemos nada, mesmo. VocÁª se foi, sem um abraÁ§o, sem um adeus!

NÁ£o vou dizer dos seus exemplos deixados, como estudioso da histÁ³ria da ParnaÁ­ba, cidade a quem vocÁª entregou um pedaÁ§o da sua vida - a pequena Ianne, falecida prematuramente e que de certa forma levou consigo parte da sua alegria de viver. Vais estar com ela, professor, com certeza, abraÁ§ando-a quando a saudade daqui se tornar quase insuportÁ¡vel.
NÁ£o vou dizer do quanto amavas o bate papo com os amigos, da vontade que acalentavas de um dia poder fazer mais por ParnaÁ­ba, o que nÁ£o foi possÁ­vel fazer como vereador. Infelizmente fostes vereador de oposiÁ§Á£o, desempenhando, sim, seu papel de forma brilhante, mas sem o reconhecimento devido de quem poderia ajudÁ¡-lo na construÁ§Á£o do que pretendias.

Foram duras as batalhas travados consigo, com seus adversÁ¡rios polÁ­ticos, que nÁ£o entediam porque um “forasteiro” queria ter tanta visibilidade...Mas ParnaÁ­ba foi uma de suas escolhas, daquelas que a gente faz convicto de que hÁ¡ de se lutar para defendÁª-las.
NinguÁ©m quer morrer, professor. Porque nÁ£o sabemos o que existe do outro lado da vida. Mas se Á© do outro lado que estÁ£o os espÁ­ritos de luz, que comungam mais de perto com os desejos de Cristo, certamente fostes levado para um bom lugar.

Mas o que dizer para a dor da saudade? O que fazer para enxugar as lÁ¡grimas dos irmÁ£os, dos sobrinhos, da esposa amada, das filhas queridas? O que fazer com estas lÁ¡grias que teimam em brotar dos olhos da gente, porque nÁ£o pudemos sequer apertar sua mÁ£o na hora derradeira? E por que vocÁª, tÁ£o cheio de vida, de sonhos, com 49 anos, apenas?!
Á‰, meu amigo, diante destas coisas Á© que a gente vai se diminuindo, querendo entender porque tantos buscam as formas mais tortas possÁ­veis para se tornarem grandes? Grandes em quÁª? Se a grandeza estÁ¡ toda neste universo intraduzÁ­vel que nos consome em segundos de dor?!
NÁ£o sei mais o que dizer. AliÁ¡s, nÁ£o tem mais o que dizer. Palavras nÁ£o lhe trarÁ£o de volta, meu amigo. Que Deus mande seus mensageiros buscÁ¡-lo com urgÁªncia, acomodando-o num local de muita luz. E de lÁ¡, possas proteger a gente, dos percalÁ§os desta instigante, mas tambÁ©m intrigante vida, quando diante da morte.

AtÁ© mais tarde.."Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar"!!!

    Fonte: Blog do Bernardo Sil
    Foto: Divulgação
    Edição: Walter F. Fontenele/PortalPhb
    Postada dia 13/01/2013 às 15:16