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Henri Cartier-Bresson: O grande poeta das imagens

O grande poeta das imagens, o artista inato, o descomplicado e genial fotÁ³grafo: essas sÁ£o algumas das carinhosas definiÁ§Áµes deste que, sem questionar muito, foi um dos mestres da fotografia do sÁ©culo XX.

RepÁ³rter fotogrÁ¡fico, teve seus trabalhos expostos em revistas como “Life” e “Vogue”. Com seu estilo intimista, Henri se descobriu como fotÁ³grafo em 1931, quando uma fotografia de Martin Munkasci foi publicada na Revista Photographies. A imagem de trÁªs meninos correndo em direÁ§Á£o ao mar fez com que Henri entendesse que a fotografia pode ser um registro de estado de espÁ­rito. Assim, passou observar o mundo com um olhar mais atento e liberto. Sem perder os acontecimentos que se passavam ao seu redor, introduziu ao fotojornalismo um novo conceito: liberdade.

Como qualquer fotÁ³grafo iniciante, suas primeiras fotografias foram um fracasso; mas isso nÁ£o fez com que Cartier-Bresson desistisse da fotografia. Adquirindo aquela que foi sua fiel escudeira por uma vida toda, uma cÁ¢mera da Leica, Henri teve, nos anos de 1932 e 1934, seu Á¡pice, produzindo algumas das suas melhores imagens.

Retratando o que a sociedade oprimia, fez com que metade da Europa se chocasse diante de seus registros. Seu espÁ­rito aventureiro, dinÁ¢mico e livre o rendeu grande experiÁªncia de vida. Suas histÁ³rias que traziam episÁ³dios como o fato de ter sido prisioneiro por trÁªs anos na Segunda Guerra Mundial e ter trabalhado na ResistÁªncia Francesa o transformaram em personagem herÁ³ico de uma exposiÁ§Á£o que trazia uma retrospectiva de sua carreira fotogrÁ¡fica. Quando a exposiÁ§Á£o abriu, seu amigo Robert Capa estava lÁ¡.

Em 1947, Cartier-Bresson, Robert Capa, David ""Chim"" Seymour e George Rodger fundaram a AgÁªncia Magnum.

Entre os anos de 1948 e 1950, dedicou a maior parte do seu tempo registrando os acontecimentos em alguns paÁ­ses asiÁ¡ticos. Na Ándia, fotografou o fim do impÁ©rio britÁ¢nico e o assassinato de Mohandas Gandhi. JÁ¡ na China, registrou os primeiros meses de Mao Tse Tung. Foi este perÁ­odo que consolidou sua carreira como fotojornalista de incomparÁ¡vel sensibilidade e habilidade.

Em momentos, Henri pensava em desistir, abandonar a fotografia profissional Em 1966, Bresson abandonou a Magnum, mas permitiu que a agÁªncia continuasse a distribuir suas fotos. Em 1970, com 62 anos, casou-se com a fotÁ³grafa Martine Frank. E, neste mesmo ano, abandonou de vez a fotografia profissional, dedicando seu tempo somente a pintura e ao desenho.

O que chama atenÁ§Á£o na biografia de Cartier-Bresson Á© que, apesar da fama, sempre detestou ser reconhecido. Gostava de ficar por trÁ¡s da cÁ¢mera, se escondia quando queriam fotografÁ¡-lo. Costumava comentar uma frase de Degas, “Á‰ Á³timo ser famoso com a condiÁ§Á£o de ser desconhecido.”

Ele escreveu uma histÁ³ria de sucesso como fotÁ³grafo, entre altos e baixos nada fez com que Henri abrisse mÁ£o da sua verdadeira paixÁ£o. A fotografia transformou sua vida, e as suas fotografias transformaram e transformam a vida de geraÁ§Áµes e geraÁ§Áµes de fotÁ³grafos.
“Para mim a cÁ¢mera Á© um caderno de rascunhos, um instrumento de intuiÁ§Á£o e espontaneidade, o mestre do instante onde, em termos visuais, questiona e decide ao mesmo tempo. Para poder dar um significado ao mundo, Á© preciso se sentir envolvido com o que Á© visto atravÁ©s da cÁ¢mera. Essa atitude requer concentraÁ§Á£o, disciplina, sensibilidade e senso de geometria. Á‰ pela economia dos meios que chegamos Á  simplicidade da expressÁ£o.

Tirar uma fotografia significa reconhecer - simultaneamente e em uma fraÁ§Á£o de segundos - o fato em si e os elementos visuais que formam seu significado.
Á‰ colocar a cabeÁ§a, os olhos e o coraÁ§Á£o e alguÁ©m no mesmo eixo.” Henri Cartier-Bresson

    Fonte: Fotografe uma idéia
    Foto: Henri Cartier-Bresso
    Edição: Walter F. Fontenele/PortalPhb
    Postada dia 10/01/2013 às 13:46