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As drogas e suas implicações espirituais na visão Espírita

O crescente aumento no consumo indiscriminado de drogas de todos os tipos, principalmente o fatídico crack, é um dos mais graves e preocupantes problemas que toda a sociedade precisa a todo custo combater.

Hoje, lamentavelmente, estamos vendo nossos jovens e seus familiares serem destruídos por esse mal que afeta a todos, velhos, jovens e até crianças, em praticamente todas as regiões do Brasil.

Essa situação preocupante fez com que vários cientistas de todo o mundo, depois de vários estudos a respeito do tema, chegasse a uma conclusão definitiva sobre o assunto: ``Os viciados em drogas de hoje podem não só estar pondo em risco seu próprio corpo e sua mente, mas fazendo uma espécie de roleta genética, ao projetar sombras sobre os seus filhos e netos ainda não nascidos``.

Para nós espíritas que acreditamos que todas as nossas ações interferem diretamente em nosso corpo perispiritual e que temos a consciência que essas ações geram efeitos que nos acompanharão em outras existências, temos a obrigação de orientar e prestar toda assistência espiritual que esteja ao nosso alcance, para que possamos abrir os olhos das pessoas que não possuem envolvimentos com as drogas, para que não entrem nesse caminho quase sempre sem volta, e que possamos atuar nos viciados de forma que se não conseguirmos afastá-los definitivamente, ao menos consigamos amenizar os seus efeitos, que muitas vezes levam a atos de loucuras, violência e infelizmente ao suicídio.

A ciência medica, através de seus estudos e de sua evolução, abre os nossos olhos para os efeitos degradantes e destruidores que as drogas causam ao penetrar o organismo psicossomático do viciado, atingindo todos os principais sistemas do corpo humano, afetando a circulação sanguínea, o sistema respiratório e principalmente o cérebro.

O espiritismo adentra esse campo e nos mostra que os usuários de qualquer tipo de droga, desde as licitas quantos as ilícitas, podem ser considerados suicidas, mesmo que involuntários. Um bom exemplo dessa tese foi mostrado no livro e, posteriormente no filme ``Nosso Lar``, de autoria de André Luis, psicografado por Francisco Cândido Xavier.

O grande cientista do mundo espiritual André Luis, em uma de suas obras psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier, nos relata em Missionários da Luz: ``O corpo perispiritual, que dá forma aos elementos celulares, está fortemente radicado no sangue. O sangue é elemento básico de equilíbrio do corpo perispiritual?.

Esses ataques, tanto no corpo físico como no corpo espiritual, segundo a obra citada acima, e com todo o conhecimento da ciência medica, ``cria lesões e deformações consideráveis que em alguns casos pode chegar mesmo a comprometer a própria aparência humana do perispírito``.

O espiritismo, como uma ciência acima de qualquer outra coisa, revelou à humanidade muitas respostas relacionadas ao comportamento humano, tratadas por outras religiões como interferência de ``demônios``. Como nós espíritas não acreditamos na existência de tais seres, muito menos nas maldades causadas por eles, e sim na existência de espíritos inferiorizados que levam ao mundo espiritual todas as suas imperfeições, acreditamos que muitos dos casos de envolvimento com drogas passam necessariamente, por problemas obsessivos, e de ações de espíritos inferiores junto a esses viciados.

A ação das drogas e das obsessões espirituais podem ser percebida no comportamento do viciado, e nos danos causados no organismo perispiritual, que o levará a penosas conseqüências, quando do desencarne.

Sobre essas ações a literatura espírita está repleta de casos mostrando-nos os sofrimentos desses viciados quando os mesmo adentram a esfera psíquica do mundo espiritual. Sabemos ainda que nesses sofrimentos não existe uma generalidade, ou seja, cada caso é um caso, e as conseqüências por que passarão são compatíveis com as atitudes que essas pessoas assumiram em suas vidas.

Diferentemente do que muitos pregam, o espiritismo nos mostra que a vida não acaba com a morte do corpo físico e que as dores, os sofrimentos, os vícios, as angustias nos seguem mesmo depois do desencarne. Se hoje sofremos, não será com a morte que o sofrimento cessará, e em muitos casos, os sofrimentos ganham mais força e conotações aflitivas inimagináveis.

Ainda falando sobre os efeitos das drogas após o desencarne, sabemos que todos os espíritos desencarnados guarda por certo tempo, que pode ser breve ou bem duradouro, os seus vícios e suas tendências de quando ainda estavam encarnados. O espírito de um viciado em drogas, por exemplo, devido ao total controle da droga que o dominava em vida, continua sentindo o desejo e a necessidade do consumo da droga. Nesses casos o que muda na realidade é a maneira como o espírito tenta satisfazer seus desejos já que a condição de desencarnado não permite que ele mate a fissura pelas drogas, como quando ainda estava na encarnado. Como espírito desencarnado, ele precisará sempre do auxilio de um encarando que possa lhe transmitir algum tipo de sensação confortadora para saciar seu desejo. Esses espíritos utilizam-se do recurso da ``vampirização das emanações tóxicas impregnadas no perispírito do viciado encarnado, ou da inalação dessas mesmas emanações quando a droga estiver sendo consumida``.

Como resultado desse intercambio mental, o cérebro é afetado a ponto de ter suas funções alteradas podendo levar o viciado a queda de rendimento físico, intelectual e emocional.

Segundo Emannue, principal mentor espiritual de Chico Xavier, ``o viciado, ao alimentar o vício dessas entidades que a ele se apegam, para usufruir das mesmas inalações inebriantes, através de um processo de simbiose em níveis vibratórios, coleta em seu prejuízo as impregnações fluídicas maléficas daquelas, tornando-se enfermiço, triste, grosseiro, infeliz, preso à vontade de entidades inferiores, sem o domínio da consciência dos seus verdadeiros desejos``.

* Parte do texto retirado de uma de nossas palestras ministrada no CE Humberto de Campos.
* Fonte de estudos: Pentateuco de Kardec - André Luis

Fonte: Walter F Fontenele / Portalphb
Foto: Divulgação
Edição: Walter F. Fontenele/PortalPhb
Postada dia 05/07/2015 às 13:14