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As aventuras do índio Surrupi-Pequeno

Em uma ilha não muito distante, havia uma pequena tribo de indígenas, ainda bem primitivos. Nessa tribo havia um índio que, tempos atrás não significava absolutamente nada para o todo coletivo de sua tribo. Seu nome era Surrupi-Pequeno. Mas, eis, que, alguma coisa mudou na cabeça desse pobre índio que vivia de trabalhar somente para manter a luxuria da alta cúpula e do clero da sua pequena comunidade.

Surrupi-Pequeno, nosso herói, de pequeno mesmo só tinha o nome. Ele vivia isolado com sua família em uma tapera um pouco afastada do centro da tribo, pois os caciques achavam que, Surrupii-Pequeno era perigoso e subversivo, em outras palavras, um esquerdista.

Surrupi-Pequeno viveu muitos anos comendo a mandioca que o satanás plantou e amassou, até que um belo dia ele viu a oportunidade perfeita para se rebelar. Foi nesse dia que ele conheceu a palavra pulitika.

Houve muito derramamento de sangue, choro e ranger de dentes nessa rebelião, mas, finalmente, depois do fim das batalhas, o grupo político e guerreiro comandado por Surrupi-Pequeno subjugou os velhos caciques, tomando o poder.

Passado tempos de guerras Surrupi-Pequeno não perdoou seus adversários, que para ele eram seus inimigos mortais, e mandou matar todos, não sem antes deixa-los vivos por alguns dias para que todos o vissem no poder e por cima da carne de sol seca.

O novo mandatário tratou logo de mudar de casa, ou melhor, sair de sua humilde tapera nos arredores do centro da tribo para alojar-se numa linda e suntuosa oca, com todo o conforto que o poder lhe garantia.

Mas Surrupi-Pequeno era ambicioso e pretendia acumular o máximo possível de pedras preciosas que ele pudesse, pois ele era o único que achava que poderia fazer fortuna com tais pedras, história que ele havia ouvido da boca de um tropeiro que conhecerá na sua viagem de exilio ao centro comercial e político da confederação dos indígenas, ao qual sua tribo pertencia.

Surrupi-Pequeno resolveu então empreender uma longa jornada e adquirir experiências com os outros chefes da confederação, principalmente para aprender à arte da política. Passados algumas semanas Surrupi-Pequeno retorna cansado, porém cheio de novas ideias que o faria dele o índio rico, de preferência muito rapidamente. A primeira ideia dele foi colocar toda sua família em altos cargos governamentais, logicamente que recebendo um vultoso salário. Mas era pouco. Pensou, pensou..... Dai veio-lhe mais uma ideia dos deuses. Surrupi-Pequeno resolveu então receber dos outros indígenas uma substancial quantia em ouro para manter a sua residência e as despesas pessoais sua, de sua família e agregados.

Surrupi-pequeno sentia-se um Deus em sua pequena comunidade. Vez ou outra ele comentava com sua esposa que, aprenderá muito nos contatos que fizera em sua última jornada, principalmente pelos preciosos conselhos que ele havia recebido de um dos líderes mais respeitado e também mais mafioso da confederação: o Larapi-mão curta.
Segundo ainda Surripi-pequeno, relatou a sua esposa, Larapi-mão curta era mais astuto na arte de roubar do que um mamute na resistência às pontas de lanças.


Quaisquer semelhanças com fatos ou pessoas do nosso convívio, terá sido mera consciência.

Fonte: Walter F Fontenele / Portalphb
Foto: Divulgação
Edição: Walter F. Fontenele/PortalPhb
Postada dia 14/04/2015 às 12:29