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Corpos de casal e empresário da tragédia no Porto das Barcas são velados em Parnaíba

O corpo do empresário Mateus Portela e do casal Edilson Morais Brito e Socorro Brito foram liberados do Instituto Médico Legal (IML), em Parnaíba, por volta das 3h00, desta terça-feira (25). O velório aconteceu em funerárias distintas, desde as primeiras horas da manhã, e o sepultamento está marcado para as 04h00.


O crime ocorreu no Porto das Barcas durante a noite de ontem na agência de turismo do empresário, que ainda foi socorrido e submetido a cirurgia de emergência, mas não resistiu. De acordo com o agente de Polícia Civil de Parnaíba a serviço do IML, Robinson Castilho, Mateus Portela foi atingido com cinco tiros, nas costas, braço e tórax, que acertaram o coração e o fígado.

O caso está sendo investigado pelos delegados Arthur Moreira e a delegada Maria de Jesus Pereira Bastos que confirmou a suspeita de rixa por disputa nos negócios. Os dois eram empresários do ramo de turismo.
`Suspeitamos de briga por conta de concorrência. O momento ainda é de muita comoção dos familiares que têm muita informação, mas que precisam velar os mortos. Após o sepultamento, serão colhidos os depoimentos`, disse a delegada da Mulher e do 1º Distrito Policial.

O duplo homicídio ocorreu após uma discussão entre Mateus Portela e Edilson Morais, conhecido como Rei do Delta. A esposa, Maria do Socorro, foi atingida com um tiro no pescoço e teria morrido por engano ao tentar impedir o marido. Após atingir a esposa, o Rei do Delta teria recarregado a arma de cano curto e se refugiou no banheiro de um restaurante dentro do Terminal Turístico do Porto das Barcas, cometendo o suicídio.


O velório do empresário Mateus Portela aconteceu na funerária Pax União, no centro de Parnaíba. O casal- que deixa dois filhos pequenos foi velado na funerária Paz Eterna, na BR-343. A movimentação na cerimônia fúnebre foi intensa desde a madrugada. Além de familiares e amigos, muitos curiosos visitam o local devido a grande repercussão do caso.

Delegacia Geral


O delegado geral de Polícia Civil James Guerra afirmou que o inquérito será aberto, já que é exigido que o crime seja investigado, mas segundo ele, é provável que ele seja arquivado após concluído, já que até o momento existe apenas um responsável pelo crime.


`A atividade da Polícia Civil neste caso é de relacionar e apresentar os fatos. Após a conclusão do inquérito o promotor deve pedir o arquivamento já que o responsável pelo crime praticou o suicídio e a morte extingue a punibilidade. A única responsabilidade penal que pode ser considerada é caso alguém tenha auxiliado o acusado pelo crime`, informou o delegado.

Fonte: Cidadeverde.com
Foto: Divulgação
Edição: Walter F. Fontenele/PortalPhb
Postada dia 25/11/2014 às 18:24